O fundador da Binance considera a Dogecoin a memecoin mais resiliente graças ao seu valor cultural
Changpeng Zhao, fundador da Binance, apontou o Dogecoin como o memecoin mais resiliente do mercado, destacando sua longevidade e a capitalização relativamente elevada, em torno de US$ 20,6 bilhões. Segundo ele, o Dogecoin figura entre as dez maiores criptomoedas e é negociado próximo de US$ 0,12. Zhao acrescentou que tokens com forte peso cultural tendem a permanecer relevantes por mais tempo. Em contrapartida, mostrou-se pouco otimista em relação à maioria dos outros memecoins e chegou a alertar seus seguidores para não comprarem moedas criadas apenas como piadas a partir de comentários seus.
Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Zhao afirmou que o Bitcoin e outros ativos digitais ainda não alcançaram um uso amplo como meio de pagamento no dia a dia. Ainda assim, observou avanços: consumidores têm recorrido cada vez mais a cartões cripto, que convertem ativos digitais em moedas fiduciárias, permitindo que comerciantes recebam em dólares ou euros. Para ele, esse movimento sinaliza uma integração gradual das criptomoedas à infraestrutura de pagamentos já existente.
Zhao também chamou atenção para a fragmentação regulatória enfrentada pelas empresas do setor, uma vez que regras distintas entre países dificultam a criação de um marco internacional unificado. Como alternativa, defendeu um sistema de “passaporte regulatório”, no qual licenças concedidas em um país seriam reconhecidas em outros, o que considerou mais eficiente do que a criação de um regulador global centralizado.
O tema vem ganhando espaço na agenda dos reguladores europeus. Autoridades da França (AMF), da Itália (CONSOB) e da Áustria (FMA) propuseram que a Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) assuma a supervisão das grandes empresas de criptomoedas.